6.10.16

[Resenha] Outlander - A Viajante do Tempo

Foto: Bruno Marukesu
Autor (a): Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Lido em: agosto de 2016
Nº de Páginas: 800
Onde Comprar: SUBMARINO

 Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

OUTLANDER: A VIAJANTE DO TEMPO tem como protagonista a linda enfermeira Claire Randall. Ela tem 27 anos e está na segunda lua de mel com seu marido, Frank, após o final da Segunda Guerra Mundial. Com o intuito de restabelecer o casamento, já que ambos foram levados a lutar na guerra - Frank foi mandado para o Treinamento de Oficiais na Unidade de Inteligência do M16, e Claire para o treinamento de enfermeiras -, eles escolheram voltar às Terras Altas para repetir a dose da lua de mel, fora que o local foi um dos menos atingidos fisicamente pelos horrores da guerra.
 Frank tinha paixão por genealogia. Não foi à toa que quis tanto voltar a Inverness. O motivo foi a descoberta de um antepassado em sua árvore genealógica, que tinha ligação direta com os acontecimentos que ocorreram na região em meados do século XVII.
 Claire tem total desinteresse pela história familiar do marido, e isso fica claro nas primeiras páginas do livro. Sinceramente, não sei como ela conseguia aturar esse ponto negativo.
 Os campos de batalha mostraram coisas que Claire nunca imaginou presenciar em vida. Ela acabou se acostumando ao sofrimento humano de uma maneira tão comum que assusta.
 Numas das excursões com o marido pela pequena cidade, eles decidem testemunhar um ritual misterioso feito por mulheres de Inverness. Dias depois, Claire volta ao local do ritual para pegar uma flor no meio do círculo de pedras. É nesse momento que a vida de Claire sai dos eixos e ela atravessa um tempo-espaço que desafia a racionalidade.
Foto: Bruno Marukesu
 Decidida a voltar para os braços de Frank, ela se depara com uma pessoa extremamente idêntica a ele na floresta, mas percebe que não é o seu Frank. E num turbilhão de kilts, galhos, pólvora e cavalos, Claire está como prisioneira de um grupo mal encarado de escoceses.
 Seguindo-os à contragosto, o pensamento de que está num filme lhe persegue, mas, pouco a pouco, percebe que tudo é real demais... E que não está no século certo!
 Logo, nossa protagonista precisa dar um jeito de voltar para o seu Frank, ao mesmo tempo em que tenta sobreviver no mundo cruel de 1743.
 Paixão. Era comum entre enfermeiras e médicos, enfermeiras e pacientes, entre qualquer grupo de pessoas que ficam por longos períodos de tempo na companhia uma das outras.
 Algumas se entregavam a ela e romances intensos e breves eram frequentes. Se tivessem sorte, o romance se extinguia em poucos meses, sem maiores consequências. Se não tivessem... bem. Gravidez, divórcio, um ou outro caso de doença venérea. Perigosa, a paixão.
 Claire é uma protagonista que me cativou bastante. Com sua força descomunal, ela prova que não é frágil e que sabe ser teimosa quando o momento exige. Ser enfermeira possibilitou presenciarmos procedimentos de cura que são ocultados em enredos medievais. O melhor de tudo foi a veracidade das informações. Se você pesquisar no Google tem a confirmação das propriedades de cura de cada item. Isso é enriquecedor.
 Em 800 páginas é possível conhecer vários personagens que contribuem, de alguma forma, para o enredo, mas confesso que muitos poderiam ter seus detalhes cortados para deixar a leitura mais ágil.  É como se a autora tivesse gostado muito de escrever e quisesse prolongar ao máximo as cenas.
 Também existem algumas cenas que, ao meu ver, poderiam ser cortadas, por não engrandecer o enredo, mas ,fora isso, o enredo não deixa a desejar.
 Jamie é um personagem que gostei bastante! Mesmo com uma lista extensa de defeitos, é impossível não se apaixonar por esse escocês filho da mãe cabeça dura.
Foto: Bruno Marukesu
 Com narrativa em primeira pessoa, vários são os momentos em que a voz de Claire parece fundir-se aos dos personagens, e as cenas ultrapassam a descrição. Os cenários são muito bem descritos, assim como as cenas de cura. A escrita da autora me agradou bastante.
 Não existe somente um clímax. Não. Vários são os momentos de tensão máxima, que, quando chega no O clímax, você só percebe que o é, pois o desenrolar do fato se discorre por vários capítulos. Essa característica me deixou bastante confuso e fascinado.
 Existem muitas cenas picantes no decorrer do enredo e isso surpreende um pouco num tema medieval. Não chegou a incomodar, mas que foi algo inusitado para o tipo de enredo, isso foi. Parecia muito com um romance de banca!
 Concluo que não consigo imaginar como os acontecimentos vão se suceder no próximo volume da série. Um ciclo foi fechado e não sei qual outro se abre para dar continuidade a história de Claire Beauchamp.
Foto: Bruno Marukesu
 A capa do livro é muito linda e revela o local do círculo de pedras. Os capítulos são medianos, simples, sem floreios, fontes pequenas e folhas amareladas. O livro é dividido em sete partes.
 Recomendo bastante a leitura para os que curtem um enredo fantástico medieval.
 Ah, e o livro já tem série televisiva, possuindo duas temporadas, e com renovação garantida até a quarta temporada.

P.S: publicado originalmente no Gettub.
OBS: livro lido para o Desafio I Dare You 2.0. <ITEM DE MARÇO>


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3 comentários:

  1. Sempre tive vontade de ler essa saga já faz um tempinho mas sempre aparece um livro novo na minha lista e eu acabo adiando kk.Pela resenha parece ser um livro super incrível e com uma história envolvente.Gostei muito da parte da viagem no tempo,das guerras e fiquei curiosa para saber o final dessa história.Um dia ainda leio essa saga kk,ótima resenha!Bjss.

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    Respostas
    1. Quando puder dê uma chance de leitura a esse livro, Jennifer. Ele tem ingredientes muito bons!
      Ah, e quando vê-lo em promoções não resite em comprá-lo porque geralmente ela tá com um preço salgado.
      Bjs

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    2. Vou comprar com certeza.Vou tentar ler ano que vem quando eu terminar minha meta de 2016 kk.*-*

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