23.5.16

[Resenha] O Castelo das Águias

Autor (a): Ana Lúcia Merege
Editora: Draco
Ano: 2011
Lido em: abril de 2016
Nº de Páginas: 192
Nota: 
Onde Comprar: SUBMARINO
Livro recebido através de book-tour

 Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.
 Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.
 Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las,desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.
 Em O CASTELO DAS ÁGUIAS acompanhamos a trajetória da protagonista Anna de Bryke como nova Mestre de Sagas na Escola de Artes Mágicas de Vrindavahn. No decorrer dos capítulos vemos a adaptação dela a nova rotina de vida e claro que ela não poderia estar mais segura do que tendo como protetores do Castelo das Águias justamente águias. Isso mesmo, o castelo da escola é guarnecido por esses voadores, mas eles são especiais. Ali perto existe uma fonte que ao beberem dela os transformam em águias guerreiras.
 Kieran de Scyllix é o guardião delas, é ele quem as protege e sabe todos os trâmites para a transformação ocorrer de forma correta, mas essas águias não só protegem o Castelo não, elas são usadas - quando solicitadas - como armas de batalha pelo Conselho de Guerra das Terras Férteis. A trama do livro é a do Conselho almejar realocar as águias de Vindravahn para Scyllix onde a reprodução seria em quantidade abundante mesmo em tempos de paz. Não basta somente algumas águias como aliadas.
 Nossa protagonista, Anna, não partilha do pensamento de que águias deveriam ser usadas como armas militares e logo fica claro que em quanto puder rechaçar o desejo do Conselho ela irá dialogar para as águias permanecerem em Vindravahn.

 A autora criou Athelgard com uma riqueza de detalhes que não é difícil desejar querer morar em algum cantinho desse espaço. <confesso que prefiro as Terras Fertéis mesmo>
 Tudo foi criado com bastante cuidado, não havendo furos no enredo e cenário.
 O cotidiano no Castelo das Águias me lembrou bastante a Harry Potter, não sei se a autora tem como referência o mundo criado pela Rowling mas que eu senti um ar de Hogwarts no castelo isso eu senti. kkk
 Os personagens são muito bem construídos e isso me facilitou a minha permanência na leitura, mas não senti apego suficiente para admirar algum deles.
 Gostei bastante da divisão dos alunos no castelo, saber o que cada Círculo estuda me interessou. Outro detalhe também foi a menção dos deuses que existem. Sim, no mundo de Athelgard existe o politeísmo e isso me fascinou bastante ao ponto de ainda não ter escolhido um deus deles para admirar. 
Foto: Bruno Marukesu
 Como toda obra não é perfeita alguns pontos negativos necessito mencionar. Um deles é o romance criado. Sim, eu não sou a favor de romance em enredos de fantasia, perde o ar de incerteza sobre tudo porque querendo ou não sabemos que em algum ponto da história o casal vai se lascar com um deles sendo usado como franqueza do outro fora que não curti muito não como o romance foi construído, achei a evolução dele muito rápida. O outro ponto negativo foi que localizado a ponto X da trama do livro não foi difícil adivinhar as reações futuras dos personagens malvados. Claro que eu não previ as reviravoltas que sucederam, mas por altos eu acertei o que pensei e isso não posso esconder.
 O livro é escrito em primeira pessoa aos olhos da Anna. Isso foi algo bom, mas que ao meu ver deveria ter sido em terceira pessoa para ter uma visão mais rica do Castelo e da guerra que se sucedeu no passado em Athelgard.
 Estou sem palavras para elogiar a editora Draco na arte da capa e pela edição! Gostei bastante da letra capitular no começo de cada capítulo, deu todo um ar medieval ao mundo onde Anna vive. As folhas são amareladas - meus olhos agradecem - e a fonte das letras é mediana. O único problema no livro é ter uma altura pequena, quase pocket. É prático para guardar mas ruim para ler rapidamente porque diminui o espaço dos parágrafos, tudo fica muito junto.
 E o que eu mais gostei de toda a edição foi o mapa de Athelgard. SIM, dentro da obra tem um mapa!

 Para os fãs de fantasia que buscam sentir um gostinho de algo que lembre HP, O Castelo das Águias é uma pedida nacional certeira. :D

OBS: livro lido para o Desafio #EuLi 2016. <5º ITEM>



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5 comentários:

  1. Opa, muito obrigada pela resenha! Adorei conhecer sua opinião. Por certo, se vivesse em Athelgard, eu também preferiria as Terras Férteis. :)

    Espero que leia o próximo da série, A Ilha dos Ossos, narrado pelo Kieran, e que goste ainda mais. Também pode visitar o blog do Castelo e conhecer mais sobre Athelgard e os personagens!

    Abraços!

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  2. Oi Ana ^^
    Obrigado por ter criado Athelgard. Achei lindo demais esse mundo!
    Já li A Ilha dos Ossos e logo mais sai aqui no blog. Muito surpreso com a forma de pensar e agir do Kieran.
    Bjs :*

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  3. Eu não costumo ler livros físicos, mas acho tão bonitinho os livros pequenininhos, haha! Sobre a capa, realmente, é maravilhosa. Adoro livros medievais com um fundo fantástico, e escolas mágicas... São o meu ponto fraco! De qualquer forma, gostei bastante da tua resenha. Um abraço, moço, e até mais.

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  4. Nossa, como sempre, excelente resenha! Adoro livros deste tipo, certamente entrou pra minha lista de leitura.

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  5. Adoro jeito que tu escreve, conversando com a gente. rs
    Já ouviu o ditado "Nada na vida se cria, tudo se copia"? Então, de repente um dia vamos ler um livro anterior a HP e vamos dizer: Olha foi daqui que J.K se inspirou. rs
    Bjs

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