22.4.16

Omoide no Marnie

Título Brasileiro: Quando Estou Com Marnie
Direção: Hirosmasa Yonebayashi
Estúdio: Ghibli
Ano: 2014
País de Origem: Japão
Gênero: Animação, Drama, Família, Mistério
Nota: 

SINOPSE:
 Anna é uma garota muito solitária que vive com seus pais adotivos e não tem amigos. Ao se mudar para uma cidade do interior acaba se tornando amiga de Marnie, que na verdade, não é bem aquilo que aparenta ser. A amizade das duas vai bem até que um dia Marnie desaparece misteriosamente. Algum tempo depois, uma nova família se muda para casa onde ela vivia e Anna acaba fazendo amizade com as pessoas de lá, e vai descobrir coisas muito estranhas sobre sua amiga.


 Anna sofre de asma e a poluição da cidade grande não ajuda nada nos seus momentos de crise em Sapporo. Sua mãe adotiva, Yoriko, decide então enviá-la para passar o verão na casa de seus tios, Kiyomasa e Setsu, no interior acreditando que assim a filha possa melhorar das crises. Mas esse não é o único motivo. Yoriko quer que sua filha melhore a personalidade que de uns tempos para cá passou a ser indecifrável saber o que ela pensa.
 À contra-gosto, Anna passa os seus dias na nova cidade rural respirando um novo ar sem se importar com os estudos que largou de repente em Sapporo. Numa ocasião em que ela devia mandar um cartão postal para sua mãe ela acabou desviando o caminho e caiu num pequeno morro. Ao se levantar avistou ao longe uma casa litorânea abandonada. Munida de curiosidade, ela resolveu explorá-la.
 Não é de hoje que venho acumulando uma grande admiração pelas animações que o estúdio japonês Ghibli produz. Não pude conter a animação e tive que vir compartilhar as lindezas desse estúdio aqui no blog. Omoide no Marnie foi escolhido como "abre-alas" numa ordem decrescente já que ele foi a última animação a ser lançada pelo estúdio, em 2014.


 Omoide no Marnie tem um enredo extremamente cuidadoso na forma de lidar com os fatos apresentados. Tudo é revelado num ritmo gradativamente lento e isso foi algo gostoso de acompanhar. Conhecemos pouco a pouco a personagem principal, Anna, e temos tempo para decidir se gostamos dela ou não. Os problemas que Anna sofre não fogem da realidade de várias crianças pelo mundo afora. Asma, adoção, rejeição. Tudo isso, e outros fatores, é extremamente humano que chega a ser clichê vermos eles sendo explorados, mas o ponto em que a animação se destoca de outros enredos é quando Anna torna-se amiga de Marnie.
 Marnie é uma guria de madeixas loiras que sempre está sob os cuidados de sua babá e as empregadas gêmeas. Ela vive na casa litorânea que Anna ficou fascinada em ver abandonada. A amizade criada entre as duas gurias chega a causar estranhamento por conta do excesso de dramaticidade em seus atos. Várias vezes me peguei pensando se elas estariam vivendo uma história romântica por conta de certas reações das personagens - mais especificamente da Anna.
 As duas passam a se ver regularmente e somos jogados numa confusão total que fica até difícil raciocinarmos sobre tudo. Perdemos um pouco o foco sobre quem deve ser mesmo a Marnie e o porquê da mansão ficar abandonada em certos momentos e Anna acordar sozinha em lugares estranhos. Tudo parece um sonho e a realidade se perde no jogo psicológico que o diretor Hirosmasa Yonebayashi criou. Na realidade o enredo é baseado no livro, de mesmo título, da autora britânica Joan G. Robinson. CADÊ AS EDITORAS NACIONAIS ADQUIRINDO OS DIREITOS DESSA OBRA, HEIN??
 Algo que eu acho característicos nos desenhos do estúdio Ghibli são os olhos dos personagens e o formato dos corpos que sempre parecem ser gordinhos mesmo um personagem sendo magro e isso eu acho incrível! A sutileza no desenho dos cenários é de um cuidado extremo. Não é uma animação querendo replicar a realidade. Não. É uma animação sendo um desenho, os objetos são em formas de desenho e isso é algo que gosto bastante na hora de se falar sobre uma animação Ghibli.
 Anna e Marnie foram personagens extremamente bem construídos. Já os secundários e terciários são tão fofos, em sua maioria, que traz sorriso aos olhos só de vê-los em cena.
 E como não chorar como um bebezão no final? É impossível conter as lágrimas. A trilha sonora bem encaixada e os fatos revelados de forma delicada mas direta dão estímulo suficiente para o choro ser livre. E quando começa os créditos você já sente saudade dos personagens e quer que tenha uma continuação, uma segunda temporada. Epa, isso não é um anime, infelizmente.


 Omoide no Marnie foi um grande concorrente em sua categoria na premiação do Oscar 2016 e tinha tudo para levar a estatueta.
 Recomendo de olhos fechados essa animação para os que apreciam uma boa e emocionante animação japonesa. Não temam em apostar nesse filme!
 Futuramente, impressões de outras animações feitas pelo estúdio Ghibli viram aqui pelo blog. Se ainda tem dúvidas aconselho a acompanhar as futuras impressões. ^^
 Para os que tem interesse em ler o livro que deu origem a animação é só clicar AQUI para comprá-lo, em inglês, na Amazon.


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