7.8.15

[Resenha] O Doador de Memórias

Autor (a): Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Lido em: dezembro de 2014
Nº de Páginas: 192
Onde Comprar: SUBMARINO

 O Doador de Memórias - Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. | Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

O DOADOR DE MEMÓRIAS se passa numa comunidade onde não existem disputas nem conflitos. Onde a ordem é o extinto primordial de todos. E o amor? Eles não sabem descrever o que isso seja. A palavra é considerada obsoleta.
 Jonas está para completar 12 anos e receberá as designações quanto a profissão que irá exercer dentro da comunidade. Antes dos 12, a cada ano de vida completado a criança ganha um presente que demonstra o amadurecimento da pessoa como, por exemplo, quando ela se torna um Nove (9 anos) ela recebe uma bicicleta que representaria um amadurecimento para andar sem ser guiado pelas mãos dos pais.
 Quando chega a parte da cerimônia de Doze, Jonas está eufórico. Mas algo incomum acontece e sua vez é pulada. A cada pessoa chamada ele se sente mais apreensivo. A Anciã-Chefe, profissão mais alta na sociedade (mesmo que pra mim isso não ser reconhecido), concluí a chamada de todas as crianças Doze. Jonas é o único sem profissão.
 Mas logo a Anciã-Chefe pede desculpas e revela a profissão de Jonas. Uma profissão que não foi escolhida baseada em suas habilidades adquiridas, mas sim que já fora predestinada a ele desde o seu nascimento.
 Jonas será um Recebedor de Memórias.

 Bom, já li livros com enredos confusos que me confundiram a cuca a beça, e O Doador de Memórias entrou nessa lista, que nunca desejei aumentar.
 Primeiramente, devo dar os parabéns a Lois por criar todo esse enredo trabalhado. Achei tudo bastante confuso, mas que há medida que os fatos eram revelados tudo se tornava claro.
 É sufocante imaginar um mundo sem amor, sem sentimentos, sem dor. A autora quis nos mostrar como seria a terra sem esses três pilares e acreditem, ela deu a cara à tapa se arriscando nisso e deu certo. Você se choca com tudo que é descrito e não encontra uma saída para fugir desse mundo nunca antes pensado.
 Jonas é um personagem estranho. Eu o odiei logo de cara, mas conforme ele se torna ciente da antiga realidade passei a criar uma certa afeição.
 Bom, você deve estar bastante confuso desse mundo, né? Lhe darei uma breve explicação que possa clarear um pouco o enredo:
 De décadas em décadas, sem tempo definido, nasce uma criança que enxerga as coisas diferentes. Essa pessoa, ao fazer parte dos Doze se torna um Recebedor de Memórias. Sua profissão é obter todas as sensações e lembranças do planeta terra do passado onde havia guerra entre as pessoas, dor, amor e liberdade de expressão. Tendo essas lembranças, O Recebedor tem a função de guiar os anciões na tomada de decisões pois é o único que sente algo. Quando outro Recebedor é encontrado o antigo se torna o Doador de Memórias tendo a missão de repassar as lembranças adquiridas através do toque das mãos.
 São muitas poucas páginas para um mundo tão carregado de informação. Eu fiquei bastante frustrado com isso. Tudo era descrito rapidamente.
 Só tenho a parabenizar o trabalho editorial da Arqueiro em relação ao livro físico. Gostei bastante das páginas e da fonte das letras. Mas não curti o fato de a capa ser a mesma do pôster da adaptação. Aliás, o filme é muito bom. Se você está se sentindo confuso com o enredo, assista ao filme. Ele vai te deixar mais esclarecido, creio eu.
 Há além desse livro outros dois, mas não sei informá-los se já foram traduzidos para o português.
 Adorei ler a obra. O enredo vai ficar guardado com carinho na minha mente.
 Recomendo a todos a leitura dessa obra. Espero que vocês se choquem tanto quanto eu me choquei. ^^

LEIA OUTROS POSTS:

5 comentários:

  1. Oi Bruno!
    Por enquanto só assisti ao filme O doador de memórias, mas gostei bastante. O enredo é mesmo meio maluco, mas conforme foi passando deu para entender, imagino que no livro seja ainda melhor... Tem mais livros sim,o segundo já foi traduzido, é A Escolhida, mas a história é com outra protagonista.
    Bjs
    sobrelivrosesonhos.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Evelise
      Acabei de ler uma resenha sobre A Escolhida e parece que a autora gosta mesmo de fazer um suspense. De nos deixar curioso sobre esse mundo distópico que criou.
      Só nos restar esperar que quando aconteça o desfecho da saga todas as nossas perguntas sejam respondidas. ^^

      Excluir
  2. Olá!!

    O Doador de Memórias eu só conheço o filme... e apesar de trazer um clima preto e branco (igual ao sentimento das pessoas com relação a elas, as outras e ao mundo), eu acabei me sentindo frustada pela conclusão da estória. Infelizmente, não me despertou o interesse de ler o livro (embora minha mãe o tenha)...

    Até mais

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Natália
      Poisé, o final é frustrante por demais. A autora soube fazer brotar esse sentimento em nós.
      Dê uma oportunidade a esse livro daqui algum tempo. ^^

      Excluir
  3. Oi bruno, tudo bem?

    Gostei muito da resenha, parabéns. Eu já assistir o filme, até achei interessante a técnica deles usarem o preto e branco, deixando algo até mais cult, mas principalmente assistir por causa de que Meryl Streep estava no elenco (ela é incrivel), mas apesar disso esperava um pouco mais do filme, principalmente o final (aff). Apesar disso fiquei curioso em ler o livro e espero que ele não seja assim tão monótomo como o filme. Deseje-me sorte.

    Até. O/

    ResponderExcluir

Muito obrigado pelo seu comentário, sua opinião é muito importante para deixar o blog na ativa! :D
Não precisa deixar o link do seu blog, caso tenha, pois farei questão de retribuir a visita.
Boa leitura!