17.3.15

[Resenha] Will & Will – Um Nome, Um Destino

Autor (a): John Green & David Levithan
Editora: Galera
Ano: 2013
Lido em: fevereiro de 2015
Nª de Páginas: 352
Onde Comprar: SUBMARINO

 Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

 Sabemos que deve existir, pelo menos, uma pessoa com o nosso nome e sobrenome (retirando o nome do meio) em algum canto do mundo, mas Will Grayson (o primeiro) não esperava encontrar outro Will Grayson em sua vida. Não existe nenhum manual dizendo como agir diante de outra pessoa que carrega o seu nome. Todos concordam que deve ser embaraçoso a situação, não é mesmo?
 Will Grayson (o primeiro) é filho único. Tendo pais cirurgiões (que ficam nos hospitais por longas horas), ele não tem muito diálogo/interação com eles e quando o tem são artificiais, mas seus pais sempre arranjam uma forma de querer saber algo a respeito do filho e quando descobrem agarram-se a essa “novidade” que o Will já esqueceu ou descartou de sua vida há algum tempo.
 Will está no segundo ano do ensino médio e tem como amigo o excêntrico, exagerado, exibido, sem papas na língua e único Tiny Cooper. Tiny é gay e tem um corpo de dar inveja a qualquer jogador de futebol americano (e até de alguns magricelas, como a pessoa que vós escreve). De personalidade forte e marcante, Tiny tem várias “paixões” durante o dia. É praticamente o guru do amor. Se ele não se apaixonar num dia é porque foi abduzido por óvnis.
 Os dois se conhecem desde criança e tudo que Tiny faz acaba recaindo (como uma dinamite) sobre Will. A amizade dos dois é admirável de se ver, mas Tiny, na maioria das vezes, se torna insuportável por conseguir tudo o que quer persuadindo todos à sua volta sem dó nem piedade e isso me incomodou, na medida do possível, mas sem chegar a odiar o Tiny... Só um pouco.
 Will é arrelacionamental, ou seja, não gosta de relacionamentos (mas ele gosta de garotas) e segue somente duas regras:

1.Não se importar muito com nada.
2.Calar a boca.

 Quando não segue uma dessas duas simples regras acaba acontecendo algo de ruim na sua vida. Agora, Tiny pretender estrear um musical chamado Tiny Dancer, e Will se vê ligado diretamente na história e já prevê que sua vida vai ser mais vergonhosa do que já é. E tudo graças a Tiny Cooper.
 Numa noite, os dois, acompanhados de Jane (por quem Will adquire uma queda) vão para um show de uma banda que Will e Jane gostam, mas ele é barrado com sua identidade falsa.
 Enquanto espera os dois do lado de fora, ele decide entrar numa loja de filmes e produtos pornôs para testar a sua identidade falsa. Ele compra um produto para sacanear com Tiny e Jane, mas quando passa o seu cartão de crédito o vendedor diz o seu nome verdadeiro alto o suficiente para atrair a atenção de outro jovem que estava procurando algo (ou alguém) dentro da loja.
 O garoto se aproxima e pergunta o porquê de o chamarem. Will sai apressado da loja e o outro o segue. Esse outro menino se chama... Will Grayson. Sim, outro Will.

 Will Grayson (o segundo) é um garoto muito fechado de uma personalidade bastante instável e sarcástica. Ele mora com sua mãe que sempre assisti a seriados (como Orgulho & Preconceito (*--*)). Ela largou o pai de Will há anos sem revelar o real motivo da separação.
 Will sofre de uma profunda depressão e tem que tomar remédios tarja preta, mas não é explicado o momento em que ele se tornou assim. A depressão simplesmente aparece como se ela sempre tivesse existido. Isso me incomodou durante a leitura porque eu queria saber, mas há um ar de mistério em relação a isso. A meu ver, creio que foi causada pela separação dos pais.
 Ele não tem diálogos com sua mãe. Só os básicos como bom-dia, boa-tarde, vou me deitar, vou para a escola, sem revelar nada da sua vida pessoal.
 Will tem somente uma amiga gótica chamada Maura (que eu odiarei para sempre) e dois colegas da escola chamados Simon e Derek (ambos são nerds e fazem parte do clube de matemática, junto com o Will). Mas Will não se abre com nenhum deles.
 Somente com o Isaac.
 Isaac é um garoto que Will troca mensagens pela internet há mais de um ano. Os dois parecem ter muita coisa em comum e uma química estranhamente perfeita paira sobre os dois. Will crê que está loucamente apaixonado por Isaac e imagina uma vida melhor com ele.
 Chega o momento de os dois se conhecerem. Will embarca para Chicago, uusando a desculpa das Olimpíadas de Matemática para a mãe, e quando chega ao endereço do encontro constata que é uma loja de filmes e produtos pornôs. Lá dentro, ele procura por Isaac, mas tem sua atenção voltada para o balconista que menciona o seu nome: Will Grayson.
 Mas o cara fala com um garoto que está comprando uma revista gay. Ele o segue e descobre que o menino se chamada também Will Grayson.
 Os dois conversam quando Will recebe uma ligação de Maura dizendo que ela é o Isaac e que Isaac nunca existiu. E enquanto o mundo de Will começa a desmoronar em sua frente, o outro Will parece ter a cola para colocar tudo em seu devido lugar.
 O primeiro Will apresenta (para o segundo Will) Tiny Cooper.
 Desculpe pelo começo de resenha longa e a estrutura num formato como se eu tivesse fazendo um resumão do livro.
 Fazia tempos... Espera... Nunca havia lido um livro tão intenso como foi com Will & Will.
 Havia criado uma expectativa equivocada para o enredo e me surpreendi com tudo. Não era nada do que eu imaginava.
 Durante sua leitura dei boas gargalhadas e, sério, me vi como sendo o segundo Will Grayson da história. Tudo é tão real. Você já pode até ter tomado alguma das atitudes apresentadas pelos personagens. Você acaba se mesclando aos personagens e as aflições deles passam a se tornar as suas.
 Está sendo difícil, para mim, fazer essa resenha porque tenho medo de estragar a apresentação dessa obra que me marcou muito.
 John Green e David Levithan, em suas escritas e mensagens, me fizeram modificar várias concepções que sigo e acredito. Não tem como não terminar de ler o livro sem sentir que você mudou o seu modo de pensar. Pelo menos um pouco.
 Sinceramente, fico na torcida pela adaptação do livro para as telonas. E confesso que chorei horrores no final (sem motivo aparente para tal atitude).
 Espero que vocês  tenham a oportunidade de ler essa linda e divertida obra algum dia. ^^

 Bom, eu tinha lido esse livro em 2013, mas me dei a oportunidade de relê-lo (agora possuindo o livro físico porque antes não o tinha) mês passado para o Desafio I Dare You. Chorei novamente com o enredo. Esse livro tem lindas frases e não tem como não o amar.


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7 comentários:

  1. Esse livro é só amor <3 RI demaaaais! Beijos, Jú
    docurailusoria.blogspot.com

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    1. Sim Julia, esse livro é amor puro em sua essência S2
      Tem cada frase engraçada que fico receoso de compartilhar algumas. kkkkk

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  2. Um amigo me falou desse livro essa semana e fiquei interessado. E agora que você falou que chorou horrores, ele entrou definitivamente para minha lista de desejos. leghal seu blog Bruno, desse computador não dá pra seguir mais prometo que o faço mais tarde. Sucesso.

    http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ronaldo
      Esse livro é bem realista e emocionante. Vou chorar sempre que o reler.
      Obrigado, vou dar uma passada no seu. :)

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  3. Agora fiquei com mais vontade de ler hehe! ótima resenha.

    Descrição: A usuária solicita informações sobre a chamada da lista de espera.

    http://eemcadacanto.blogspot.com/

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  4. Sempre quis ler esse livro, depois da sua resenha com certeza quero conhecer esses will's.
    http://ancoradalua.blogspot.com.br/

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